sexta-feira, 20 de maio de 2011

Estudo dirigido de Diabetes Mellitus - I

ESTUDO DIRIGIDO - DIABETES MELLITUS - I


Índice



Leia com atenção o caso clínico abaixo. Você já conhece o paciente. Observe que mudanças ocorreram neste período de cinco anos.
O Sr. Adauto Pressório, motorista de taxi, hoje com 50 anos, compareceu à consulta em janeiro para reavaliação dos fatores de risco para doença cardiovascular (segundo ele, para “controle da pressão”).
Ele não gosta destas consultas porque “não sente nada”. Mas nestes cinco anos passou a confiar em você e comparece regularmente nos retornos - embora não siga muito bem as suas orientações.
Neste período ganhou 5 kg e - de novo - disse que em breve terá tempo de começar os exercícios. Não vem seguindo muito bem a dieta porque almoça fora de casa; e na hora do jantar sempre chega faminto. Também pretende parar de fumar e já reduziu o consumo de álcool para apenas uma latinha de cerveja à noite. Ele tem utilizado hidroclorotiazida 25mg quase todos os dias de manhã, mas o enalapril de 20mg, que deveria ser tomado duas vezes por dia, ele só toma de manhã. Segundo ele mesmo disse “porque não estou sentindo nada e acho que o excesso de medicamentos pode fazer mal”. O ácido acetilsalicílico ele não toma pelo mesmo motivo, e porque não consegue se lembrar de tomar “mais um comprimido” na hora do almoço.
  Durante o exame a pressão arterial na maioria das medidas estava por volta de 135/85 mm Hg. O exame físico nada revelou além da obesidade (peso=100 kg; altura 1.70; IMC=34,6). A freqüência cardíaca era 70 bpm.
Os novos exames complementares de janeiro são apresentados no quadro:



Glicemia de jejum
160 mg/dl
Glicohemoglobina
8,5%
Colesterol
Total: 220 mg/dl; LDL 140 mg/dl; HDL: 30 mg/dl;
Triglicérides
300 mg/dl
Potássio
Dentro dos valores de referência
TSH basal
Dentro dos valores de referência
Creatinina, uréia.
Dentro dos valores de referência
Microalbuminúria
40 mg/g
Urina rotina
Dentro dos valores de referência
Ácido úrico
12 mg/dl
Eletrocardiograma
Sobrecarga ventricular esquerda
Ecocardiograma
Hipertrofia ventricular esquerda
Teste ergométrico
Ainda não conseguiu fazer.
Ele repetiu a glicemia de jejum em uma semana e você confirmou o diagnóstico de diabetes. Faça uma lista com todos os problemas do Sr. Adauto que você identificou. Marque aqueles que deverão interferir na sua avaliação e abordagem do diabetes.
Primeiramente, é importante lembrar da deficiente aderência ao tratamento instituído
- Sedentarismo
- Erro alimentar
- Tabagismo
- Alcoolismo (?)
- Uso inadequado dos anti-hipertensivos e do AAS
- HAS, com meta dos níveis pressóricos ainda não atingida
- Obesidade grau I
- DM II, com glicohemoglobina aumentada (o que reflete inadequado controle glicêmico nos últimos 2 a 3 meses, aproximadamente)
- Dislipidemia
- Microalbuminúria (ou seja, já há acometimento renal)
- Hiperuricemia
- Sobrecarga e hipertrofia de VE (ou seja, acometimento cardíaco)
Pode-se dizer que todos são relevantes na abordagem do diabetes, uma vez que estão relacionados direta ou indiretamente a ele. Na verdade, todos eles contribuem no aumento da morbimortalidade, não sendo possível “excluir” algum deles da abordagem. Por exemplo, o controle da HAS é fundamental, uma vez que correlaciona-se a problemas cardiovasculares; e o diabetes por si só já aumenta o risco cardiovascular. Portanto, a adição de mais um problema aumenta ainda mais o risco desse paciente; não sendo possível, então, ignorar algum problema da avaliação e da abordagem terapêutica. O mesmo acontece com a questão do acometimento renal: tanto a HAS quanto o diabetes podem determinar lesão renal, por exemplo.



Abra agora o texto “Diabetes Diretrizes da SBD 2007[1]. Vamos começar pelo texto “Medicamentos orais no tratamento do Diabetes mellitus: como selecioná-los de acordo com as características clinicas dos pacientes” (página 30). Em seguida vamos abordar o “Tratamento da hiperglicemia pós-prandial” (página 63). Lembre que há outros textos (mencionados nas orientações iniciais sobre este tema) para você aprofundar seus conhecimentos.
Atenção: embora seja bom você ter uma idéia do mecanismo de ação, indicações e efeitos adversos da acarbose, glitazonas e gliptinas, na disciplina Terapêutica você só poderá prescrever biguanidas, sulfoniluréias e/ou insulina para o Sr. Adauto. Isto é o que ocorre na vida real, quando pesamos os prós e contras do ponto de vista de eficácia, segurança e custo dos medicamentos.
1)    Assim que confirmou o diagnóstico de diabetes Sr. Adauto você começou a pensar se deveria instituir o tratamento farmacológico de imediato. Cite razões para começar agora, e razões para adiar algumas semanas ou meses.
Primeiramente, é preciso lembrar que o Sr. Adauto é um paciente que tem precária adesão terapêutica. Por exemplo, as mudanças no estilo de vida, que seriam a “base” terapêutica, não só em relação a DM, mas também para HAS, dislipidemia e obesidade, por exemplo, não foram realizadas por ele. Ele permanece sedentário, com erro alimentar, e inclusive ganhou peso (atualmente, classificado como obeso grau I). Continua fumando, e não parou de ingerir álcool (mas pelo menos reduziu a quantidade). Ou seja, ele apresenta muitos problemas, e muitos fatores de risco para doença cardiovascular. Além disso, ele apresenta níveis consideravelmente elevados de glicohemoglobina, e microalbuminúria, o que também causa preocupação. Portanto, provavelmente eu iniciaria o tratamento farmacológico agora. Porém, é importante lembrar, ainda, que o Sr. Adauto apresenta precária adesão terapêutica também quanto aos medicamentos prescritos. Portanto, provavelmente mesmo receitando, por exemplo, hipoglicemiantes orais, a correta utilização dos mesmos não ocorreria. Assim, talvez fosse ainda considerável insistir nas mudanças de estilo de vida (OBS: o que eu faria mesmo se fosse iniciar o tratamento farmacológico agora!) e adiaria o inicio do tratamento farmacológico por mais algum tempo.







2)    Qual será a meta (níveis glicêmicos e de glicohemoglobina a alcançar) do tratamento, seja ele farmacológico ou não? Justifique.
A glicemia deve ser mantida normal (jejum < 100mg/dl e pos-prandial < 140mg/dl). Quanto a glicohemoglobina, é importante lembrar que acima do nível de 7% o risco de retinopatia, nefropatia, neuropatia e microalbuminuria começa efetivamente a apresentar progressão significativa. Assim, a recomendação é de que os níveis sejam mantidos inferiores a 6,5%.


3)    Como você explicará ao Sr. Adauto – agora, ou mais tarde - que, embora ele “não sinta nada”, será necessário acrescentar mais uma droga à sua prescrição? Use argumentos objetivos.
O Sr. Adauto já apresenta uma série de problemas, sendo que todos eles aumentam significativamente o risco cardiovascular. O mesmo vale para o diabetes, lembrando ainda que ele é um problema que tende a progredir e que, portanto, mesmo com mudanças no estilo de vida, a tendência é que tenhamos que acrescentar mais uma droga a sua prescrição. Tentaria explicar de uma forma bem simplista, como “a tendência é que as células do pâncreas que produzem a insulina sejam destruídas, e assim, com o tempo, é necessário tomar mais medicamentos; e, em determinado momento, nem eles funcionarão bem mais, sendo necessário o uso de insulina”. E explicaria, ainda, que com um bom controle das outras comorbidades, esse processo é desacelerado. E, talvez o mais importante de tudo seria deixar claro para ele que não necessariamente ele tem que sentir algo, muitas vezes as alterações vão ocorrendo de forma silenciosa. Por exemplo, diria que “as artérias vão sendo afetadas, vão ‘entupindo’, mesmo você não sentindo nada, e de repente você pode ter um infarto ou um ‘derrame’. E não só isso, outros órgãos também são afetados, com os rins, os nervos..Pode chegar a precisar amputar um pé!”.



4)    Dentre as quatro fases do Diabetes mellitus mencionadas no texto (insulinorresistência, etc.), em qual o Sr. Adauto provavelmente se encontra? Justifique, citando evidências clínicas e laboratoriais.
Provavelmente, na fase dois, uma vez que os níveis glicêmicos não estão discretamente aumentados (os níveis encontram-se acima de 150 mg/dl). Ele ainda não apresenta perda de peso (inclusive ganhou peso); e apresenta resistência a insulina (por exemplo, apresenta obesidade, hipertrigliceridemia, baixo colesterol HDL, alto colesterol LDL e HAS).

5)    Há uma droga excelente para iniciar o tratamento. Se você tiver dúvidas, confira as respostas das perguntas acima. Veja se ele tem alguma contra-indicação a esta droga. Se não tiver, faça a prescrição completa. Comece com uma dose baixa e aumente a dose a cada duas semanas, até a dose máxima.
A metformina atua diminuindo a produção hepatica de glicose, acompanhada de ação sensibilizadora periférica mais discreta. Além disso, tem certo efeito anorexígeno, o que contribui para a perda de peso, sendo útil em casos de obesidade associada, como é o caso em questão. E ainda, pode contribuir para melhora do perfil lipídico.
Uso oral:
Metformina                            500 mg                               60 comp/mês
Tomar um comprimido após o café da manhã e um comprimido após o jantar.   

Depois, poderia passar para 500 mg 3 vezes ao dia; depois 500 mg, dois comprimidos, duas vezes ao dia e; finalmente, 850 mg três vezes ao dia.
OBS: dose máxima: 850mg/dose, 3 vezes ao dia.

Dúvida: o ideal, para melhorar o efeito, seria tomá-la antes das refeições; mas pelo risco de intolerância, prefere-se prescrever a sua ingestão após as refeições, não é? A partir de algum tempo de tratamento, eu poderia tentar essa ingestão antes das refeições? Ou o recomendado é manter após as refeições mesmo?



Depois de “sumir” por vários meses, o Sr. Adauto retornou em agosto trazendo os exames que em janeiro você pediu a ele que fizesse, mas que ele só conseguiu fazer nesta semana. Embora persista assintomático e com o mesmo estilo de vida, ele perdeu 3 kg neste período. Ele disse que não tolerou a dose máxima da droga que você prescreveu por causa dos efeitos adversos, mas tem tomado uma dose média (entre a dose inicial e a máxima que você prescreveu).
Veja no quadro o resultado dos exames que ele fez em agosto.
Glicemia de jejum
150 mg/dl
Glicohemoglobina
7,5%
Colesterol
Total: 210 mg/dl; LDL 140 mg/dl; HDL: 30 mg/dl;
Triglicérides
200 mg/dl
Potássio
Dentro dos valores de referência
TSH basal
Dentro dos valores de referência
Creatinina, uréia.
Dentro dos valores de referência
Microalbuminúria
60 mg/g
Urina rotina
Dentro dos valores de referência
Vitamina B12
Dentro dos valores de referência
Ácido úrico
10 mg/dl
6)    Quais são os efeitos adversos aos quais ele se refere? Qual a razão da perda de peso?
A metformina pode causar efeitos adversos como anorexia, diarréia, flatulência e náuseas.  Pode ainda causar cefaléia, hipoglicemia, calafrios, vertigem, fraqueza muscular, mialgia, vômitos, dispepsia, desconforto abdominal, azia, dentre outros. A perda de peso pode ter ocorrido principalmente pelo efeito anorexígeno, mas também pelas náuseas, vômitos e diarréia, que podem ter contribuído ainda mais para a redução da ingestão alimentar.

7)    Você acha que a droga que você prescreveu cumpriu seu papel? Justifique.
Parcialmente. Ele ainda não atingiu os níveis glicêmicos desejados, mas já houve certa melhora e inclusive houve perda de peso. Provavelmente, se ele não tivesse apresentado efeitos adversos e tivesse utilizado a dose máxima continuamente e de forma correta, os níveis desejados seriam alcançados.



Ele “já avisou” que não vai utilizar insulina “nem que a vaca tussa”.
Portanto, agora você tem três opções:
1.                                            Manter as drogas e estimular as modificações do estilo de vida;
2.                                            Aumentar a dose da droga que ele está usando;
3.                                            Associar outra droga via oral.

8)    Decida qual será sua conduta e justifique.
Associar outra droga via oral. O paciente apresenta dificuldade para realizar modificações no estilo de vida; e ele apresentou efeitos adversos com doses mais elevadas da droga que ele está usando.

9)    Se você decidiu associar outra droga, faça a prescrição de uma dose inicial, e já programe como será o primeiro aumento de dose.
Uso oral:
Glibenclamida                           5 mg                             15 comp/mês
Tomar ½ comprimido no café da manhã.
Depois de no mínimo uma semana, passaria para 5 mg, 1 comp. no café da manhã.

10) Considere o mecanismo de ação do medicamento que você prescreveu. Que tipo de orientações você deve dar ao Sr. Adauto sobre dois importantes efeitos adversos?
Hipoglicemia (não tomar o medicamento em caso de significativa redução do apetite ou interrupção da dieta).
Pode ser que ocorra certo ganho de peso.


Abra novamente o texto “Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes”. Desta vez vamos trabalhar com o capítulo “Tratamento da hiperglicemia pós-prandial” (página 63). Lembre que há outros textos (mencionados nas orientações iniciais sobre este tema) para você aprofundar seus conhecimentos.
Atenção: aqui vale a mesma regra. Por questões relacionadas à eficácia, segurança e custo dos medicamentos, nesta parte você também só poderá prescrever biguanidas, sulfoniluréias e/ou insulina para o Sr. Adauto.
Imagine que na consulta de agosto o Sr. Adauto trouxe os resultados do quadro abaixo, e não aqueles do quadro anterior. Veja as diferenças. Analise o que deve estar ocorrendo com ele, do ponto de vista do metabolismo de carboidratos.

Glicemia de jejum
120 mg/dl
Glicohemoglobina
8,0%
11) Sua prescrição agora seria diferente? Justifique.
Parcialmente. Apesar de a glicemia de jejum estar elevada, ela não se encontra extremamente elevada a ponto de explicar o significativo aumento da glicohemoglobina. Portanto, pensaria em uma hiperglicemia pós-prandial. Mas como foi dito, a glicemia de jejum ainda está elevada; e em janeiro esse valor era bastante elevado (160 mg/dl). Assim, eu provavelmente manteria a metformina, mas em uma baixa ou média dose, e associaria a glibenclamida mesmo, mas em maior dose (por exemplo, começaria com 2,5 mg/dia, depois 5mg/dia, até no máximo 20 mg/dia).  



12) Se for diferente, faça a prescrição de uma dose média deste medicamento.
Uso oral:
Glibenclamida                               5mg                                 120 comp/mês  
Tomar 2 comprimidos no café da manhã.

13) Explique para o Sr. Adauto as diferenças entre a repaglinida e sulfoniluréias com relação ao horário de administração e à intensidade dos efeitos adversos.
As sulfoniluréias devem ser tomadas juntamente com a refeição, geralmente com a primeira refeição significativa do dia. Já a repaglinida deve ser tomada antes das refeições. Os dois medicamentos podem causar hipoglicemia e ganho ponderal (mas com a repaglinida, esses efeitos tendem a ser menores).

Fim do estudo dirigido.


[1] Tratamento e acompanhamento do diabetes mellitus. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2007. http://www.anad.com.br/profissionais/images/Diretrizes_SBD_2007.pdf

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estudo dirigido de dislipidemias


ESTUDO DIRIGIDO - Dislipidemias
1     caso clínico – Hiperlipidemia mista
Leia com atenção o caso clínico abaixo. Avalie se este é um paciente comum, com problemas geralmente observados no seu dia-a-dia.
O Sr. Atheros Magnus, 46 anos, é seu paciente há um ano. Neste período vocês já tentaram diversas alternativas não farmacológicas para que ele conseguisse melhorar o perfil lipídico, mas nada deu certo. Ele segue rigorosamente a dieta com baixo teor de gordura saturada e colesterol, e ingere frutas, verduras e legumes. Ele não fuma e consome álcool com moderação. Pratica atividade física regularmente e tem um peso saudável (IMC=22).
Ele não tem hipertensão (PA=125/80 mmHg), diabetes ou problemas com a função renal e hepática, nem história familiar de doenças circulatórias
As dosagens do colesterol LDL em geral estão por volta de 190 mg/dL, do colesterol HDL por volta de 45 mg/dL, e dos triglicérides por volta de 150 mg/dL. O colesterol total em média se mantém por volta de 270 mg/dL.

1)    Pensando nos riscos de adoecer nos próximos anos ou décadas, qual o objetivo principal do tratamento farmacológico da dislipidemia do Sr. Atheros?
Prevenir complicações que podem ser muito graves, como evento coronariano agudo.  As dislipidemias (principalmente naquelas em que predomina o aumento do colesterol total, principalmente se for as custas do aumento de LDL) estão intimamente relacionadas a aterosclerose e, consequentemente, as doenças cardiovasculares (doença coronariana, IAM, morte súbita, angina estável, etc), assim como a doenças cerebrovasculares (AVC isquêmico e hemorrágico). Ou seja, a abordagem terapêutica e profilática dessas doenças é extremamente importante, tendo-se em vista que podem aumentar significativamente a morbimortalidade.

2)    Qual a classe de medicamentos de escolha?
Como se trata predominantemente de aumento dos níveis de colesterol total, principalmente as custas de LDL, a classe de escolha é a das estatinas.  


3)    Faça a prescrição completa de uma droga desta classe, incluindo o horário em que deverá ser administrada.
Uso oral
Sinvastatina                            20mg                            uso contínuo  
Tomar um comprimido após o jantar.

4)    No site http://www.consultaremedios.com.br confira o preço do tratamento mensal com a droga que você prescreveu.
Considerando-se os melhores preços... O tratamento mensal com um similar ficaria em torno de R$20,00, R$25,00. Com os genéricos, cerca de R$40,00. Já com um de referência, em torno de R$ 130,00.

5)    Qual é a meta (níveis de colesterol LDL e HDL) a atingir com o tratamento? Você acha que ele vai alcançar a meta com este medicamento?
Escore de Risco de Framingham (ERF):
Idade: 3; Nível de colesterol total: 6; HDL: 1; medida da PA: 0; não fuma: 0 =10. Esse valor corresponde a 6% de risco absoluto de infarto e morte em 10 anos. Abaixo de 10% este risco é considerado baixo e as metas são: LDL < 160 mg/dL, não-HDL < 190 mg/dL, HDL > 40 mg/dL e TG < 150 mg/dL.
As estatinas reduzem o LDL-C de 15% a 55% em adultos, os TG de 7% a 28% e elevam o HDL-C de 2% a 10%. Assim, o medicamento escolhido teoricamente tem a capacidade de adequar os níveis lipídicos do paciente às metas estipuladas.

6)    Se o Sr. Atheros fosse diabético, qual seria a meta do LDL?
A meta seria LDL < 100 mg/dL (opcional < 70 mg/dL).

7)    Que tipo de efeitos adversos você deverá monitorizar? De que forma?
Felizmente, os efeitos adversos das estatinas são raramente observados durante o tratamento. Entretanto, alguns deles podem ser graves, como a hepatite, miosite e a rabdomiólise. Para detectá-los, são recomendadas as dosagens dos níveis basais de creatinofosfoquinase (CPK) e de transaminases (especialmente ALT). Estas dosagens devem ser repetidas na primeira reavaliação ou a cada aumento de dose.


8)    Se o resultado não for adequado, que outras drogas você poderia associar à estatina? Faça a prescrição completa de uma delas.
Os medicamentos que poderiam ser associados a estatina são: ezetimiba e colestiramina; eventualmente fibratos ou ácido nicotínico.

Uso oral
Ezetimiba                            10mg                              uso contínuo
Tomar um comprimido ao dia, no horário de preferência.
(Pode ser administrada a qualquer hora do dia, com ou sem alimentação)


2     caso clínico – Hipertrigliceridemia isolada
Leia com atenção o caso clínico abaixo. Avalie se esta é uma paciente comum, com problemas geralmente observados no seu dia-a-dia.
A Senhora Amilasia Severa, 42 anos, é sua paciente há dois anos. Neste período vocês já tentaram diversas alternativas não farmacológicas para que ela conseguisse melhorar o perfil lipídico, mas nada deu certo. Ela segue razoavelmente bem a dieta hipocalórica, com adequação do consumo de carboidratos e gordura, além da restrição total do consumo de álcool. Mas “não tem tempo para atividade física” e não consegue perder peso (seu IMC é 34).
Desta forma, ela persiste com hipertrigliceridemia. Nas ultimas semanas, mesmo sem modificação de dieta, vocês começaram a ficar preocupados com os níveis dos triglicérides, sempre entre 500 mg/dL e 550 mg/dL.
Ela não tem hipertensão e diabetes nem problemas de função renal, hepática ou da vesícula biliar. As dosagens do colesterol LDL em geral estão por volta de 80 mg/dL, e do colesterol HDL por volta de 30 mg/dL.

9)    Pensando nos riscos de adoecer, qual o objetivo principal do tratamento farmacológico da dislipidemia da Sra. Amilasia? (atenção para esta resposta!)
Em casos de valores de triglicérides acima de 500 mg/dL, o tratamento tem como principal propósito diminuir o risco de pancreatite.

10) Qual a classe de medicamentos de escolha?
Fibratos.
11) Faça a prescrição completa de uma droga desta classe.
Uso oral
Genfibrozil                       600mg                              uso contínuo
Tomar ½ comprimido 30 minutos antes do café da manhã e ½ comprimido antes do jantar.


12) Qual é a meta do tratamento?
De acordo com o ERF esta paciente se enquadra em um baixo risco absoluto de infarto e morte em 10 anos. Assim, a meta de TG seria < 150mg/dL. Entretanto, alguns autores defendem que para pacientes com níveis séricos de TG constantemente acima de 500mg/dL é aceitável manter o triglicérides entre 250 e 500 mg/dL.
OBS:  o efeito esperado do Genfibrozil é de uma redução entre 20 e 60% do triglicérides. Assim, os níveis da paciente devem manter-se entre 200 e 440 mg/dL .

13) Você espera algum efeito benéfico sobre o HDL? Qual?
Sim; os fibratos aumentam o HDL em 7 a 11%.
14) Que efeitos adversos comuns ou graves dos fibratos você deverá avaliar?
Felizmente, assim como em relação as estatinas, efeitos colaterais graves durante tratamento com fibratos são pouco freqüentes. Podem ocorrer: distúrbios gastrintestinais, mialgia, astenia, litíase biliar, diminuição de libido, erupção cutânea, prurido, cefaléia, perturbação do sono. Raramente observa-se aumento de enzimas hepáticas e/ou CK, alteração que é reversível com a interrupção do tratamento. Casos de rabdomiólise têm sido descritos com o uso da associação de estatinas com genfibrozil (por isso, deve-se evitar essa associação).

15) Se você não conseguir uma redução adequada dos triglicérides, você associaria ácido nicotínico? Por quanto tempo? Justifique.
Primeiramente, eu voltaria a falar sobre a mudança nos hábitos de vida, principalmente quanto a pratica de exercícios físicos (que ela relata não fazer). E acho que sim, eu associaria (na prática, esse medicamento é muito utilizado? Nunca tinha ouvido falar!!!).  Como os efeitos adversos relacionados ao rubor facial ou prurido ocorrem com maior freqüência no início do tratamento, recomenda-se dose inicial de 500 mg ao dia com aumento gradual, em geral para 750 mg e depois para 1000 mg, com intervalos de quatro semanas a cada titulação de dose, buscando-se atingir 1 a 2 g diárias. O pleno efeito sobre o perfil lipídico apenas será atingido com o decorrer de vários meses de tratamento. (Então eu faria avaliação de quanto em quanto tempo???)

16) O acido nicotínico traria benefícios adicionais à redução dos triglicérides?
Sim, ele reduz os triglicérides em 20 a 50%.

Considere agora que os exames iniciais da Sra. Amilásia eram outros: triglicérides=380 mg/dL; colesterol LDL=170 mg/dL; colesterol HDL=40 mg/dL.
17) O início do tratamento seria com estatina? Ou você associaria uma estatina ao longo do tratamento iniciado com fibrato? Justifique.
Em caso de hiperlipidemia mista eu iniciaria o tratamento com uma estatina. A estatina tem efeitos benéficos sobre os níveis de LDL, HDL e TGL. Os fibratos são eficazes na redução dos TGL e podem aumentar HDL, porém seus efeitos sobre os níveis de LDL são questionáveis, podendo reduzí-lo, não alterá-lo ou até aumentá-lo. Já o fibrato poderia ser associado ao longo do tratamento iniciado com estatinas.

18) No caso da associação acima, quais seriam os riscos? Qual associação específica deveria ser evitada?
Deve-se evitar a associação de estatinas com genfibrozil, devido ao risco aumentado de rabdomiólise.

Fim do caso clínico.

Estudo dirigido de hipotireoidismo

Estudo dirigido – hipotireoidismo
Leia os três casos clínicos abaixo e as perguntas que fizemos sobre eles. Mas não comece a responder ainda. Depois de analisar bem os casos abra “Hipotireoidismo, Tratamento - Capítulo[1]”; “Hipotireoidismo - Projeto Diretrizes 2005[2]”; “Hypothyroidism - Endocrinol Metab Clin 2007[3]”; “Tireóide, Testes diagnósticos - Proj Diretrizes 2004[4]”. Identifique os trechos dos textos que deverão ajudar a responder as perguntas. Durante a leitura, tente identificar também as características dos pacientes dos casos clínicos.
1     caso clínico: Sr. Josefino da Cruz
O Sr. Josefino da Cruz de 59 anos, sexo masculino, queixa-se de astenia, sonolência, adinamia, dificuldade de memória e de concentração há cerca de 1 ano, coincidindo com aposentadoria. Atribuiu o fato a depressão e procurou psiquiatra que prescreveu fluoxetina. Não obteve melhora com a fluoxetina e passou a não dormir bem.
Tem dislipidemia diagnosticada há 2 anos, com colesterol total de 250 mg/dL e LDL elevado, na faixa de 170 mg/dL, mas recusa-se a usar medicamento, pois diz já ter utilizado e “não adiantou nada”.
Procurou ambulatório de clínica geral, onde se observou discreto bócio difuso de superfície lisa, FC 64 bpm, PA 130 x 90 mmHg, IMC 28.
Foram solicitados os seguintes exames:
TSH: 13,8 mU/L (ref 0,5-4,5),
T 4livre: 0,7ng/dl (0,8-1,8);
Glicemia jejum: 104mg/dl
Creatinofosquinase: 567UI/ml (até 190 UI / ml em homens).


1)    Comente os sinais e sintomas encontrados, correlacionando-os com o hipotireoidismo.
Astenia, sonolência, adinamia, dificuldade de memória e de concentração, são sintomas comumente relatados em pacientes com hipotireoidismo. O hipotireidismo pode estar relacionado, ainda, a depressão. Além disso, o aumento do colesterol total e do LDL pode estar relacionado ao hipotireoidismo.


2)    Este paciente é portador de hipotireoidismo subclínico? Por quê?
Não. O hipotireoidismo subclínico está presente quando são normais os níveis de T4 livre circulantes na presença de TSH elevado, sendo geralmente assintomático (mas pode haver sintomas, geralmente mais “vagos” e não específicos); e esse não é o caso: o paciente apresenta redução dos níveis de T4 livre, além de ser sintomático.

3)    Qual a etiologia mais comum do hipotireoidismo? Como diagnosticá-la?
O hipotireoidismo mais comum é o primário, sendo que a etiologia mais comum é a auto-imune (caracterizada pela presença de auto-anticorpos), também denominada Tireoidite de Hashimoto. O diagnóstico é feito (claro, além da clínica e da dosagem de TSH e T4 livre) com a dosagem de auto-anticorpos tireoidianos antiperoxidase (anti-TPO), que é o teste mais sensível para detectar doença tireoidiana auto-imune.


4)    Você dosaria Anti-TPO? Como espera encontrá-lo?
Sim. Elevado (pensando-se que se trata da etiologia mais comum, que é a auto-imune).


5)    Na palpação da tireóide observou-se tireóide difusamente aumentada, fibroelástica, sem nódulos detectáveis à palpação. Você faria uma cintilografia da tireóide? E um ultra-som? Justifique.
Não. Esses exames geralmente são solicitados quando se encontra algum nódulo, e esse não é o caso.


6)    Como você explica o aumento da creatinofosfoquinase?
A creatinofosfoquinase (CPK) é uma enzima que, quando aumentada, pode indicar lesão muscular. No hipotireoidismo, há uma redução do metabolismo corporal, podendo causar, além de várias outras alterações, diminuição do “turnover” de proteínas. Assim, por exemplo, astenia e adinamia são sintomas que podem estar presentes no hipotireoidismo.



7)    Como você o orientará sobre a dislipidemia? E a hipertensão? E a depressão?
A dislipidemia e a depressão provavelmente estão relacionadas a doença tireoidiana. Portanto, instituindo-se tratamento para o hipotireoidismo, esses quadros devem melhorar (assim, por exemplo, a fluoxetina deve ser suspensa). Mas, de qualquer forma, é importante lembrar que mudanças no hábito de vida, como dieta e exercícios físicos são essenciais, não apenas para essas alterações, como também para várias outras, incluindo a hipertensão.  Quanto a hipertensão, deve-se inicialmente abordá-la com mudanças de hábito de vida, como foi dito. Se necessário, posteriormente, deve-se iniciar tratamento farmacológico.


8)    Faça uma prescrição de T4 (levotiroxina), utilizando o nome comercial, a dose, e ensinando detalhadamente como utilizar. Escreva na prescrição a duração do tratamento, os cuidados que deve ter com o medicamento e a forma de ingeri-lo, assim como a data do primeiro retorno.
Uso oral
1. Puran T4 50µg ------------------------------------------------------------------ 30cp/mês
Tomar um comprimido ao acordar, em jejum, no mínimo 30 minutos antes do café da manhã. Uso contínuo.
Fazer o exame de sangue para dosar TSH e T4 livre depois de 4 semanas de tratamento e voltar à consulta (dentro de 4 a 6 semanas depois de iniciar o tratamento).
OBS: (Faria reajustes e retornos mensais, dosando TSH e T4 livre, até atingir a dose de 100 µg).


9)    Por que você não utilizou T3 (tri-iodotironina) para o tratamento deste paciente?
O tratamento com a combinação de T4 e T3 não produz melhora no bem-estar, na função cognitiva, na qualidade de vida, no peso, no colesterol total, nos níveis de LDL nem de HDL, quando comparado ao tratamento só com T4. Em 1970, demonstrou-se que, no homem, o T4 é deiodinado a T3 em tecidos extra-tireoidianos. Este conceito levou à conclusão de que o T4 é o agente terapêutico que melhor simula a fisiologia tireoidiana normal. Além disso, a ingestão de compostos contendo T4 e T3 é associada com picos pós-absortivos de T3, levando a palpitações.


Você inicia o tratamento com levotiroxina, na dose de 50 mcg/dia. Entretanto, o paciente só retorna quatro meses após, com os primeiros controles, que mostram TSH 11,4 mU/L, T4 livre 1,7 ng/dl e anti-TPO de 1200.
10) Como você interpreta estes exames? Porquê o TSH continua alto e o T4 livre está normal?
Pensaria em duas hipóteses:
1-    Como os valores de T4 livre estão próximos ao valor mais alto dos de referência, pensaria que o paciente não fez o tratamento adequadamente. Provavelmente, não estava tomando o medicamento e, pouco antes do retorno, começou a tomá-lo. Assim, os valores de T4 livre ficaram dentro da normalidade (próximo ao valor mais alto de referência), sem haver tanta redução do TSH.
2-    A dose ainda não está adequada para esse paciente, sendo necessário reajuste da dose para que o TSH se normalize.





11) Como você procederá agora? Com que intervalo irá rever o paciente?
Orientaria o paciente novamente, explicando a importância do tratamento, e a realização correta do mesmo (por exemplo, tomar o medicamento todos os dias pela manhã, em jejum). Elevaria a dose para 75 µg/dia, e solicitaria novos exames (TSH e T4 livre) em um mês, com posterior retorno (dentro de 4 a 6 semanas).



12) Que efeitos adversos podem ocorrer com o tratamento?
Pode ocorrer hipertireoidismo por superdosagem de levotiroxina. Por exemplo, pode surgir insônia, agitação, emagrecimento. Em alguns casos, pode até mesmo ocorrer fibrilação atrial.


13)  Se o Sr Josefino tivesse 80 anos, sua conduta seria diferente? Por quê? Faça a prescrição para um senhor de 80 anos.
Sim. Em pacientes idosos, devido ao maior risco de doenças cardíacas, deve-se iniciar com doses de 12,5µg a 25µg por dia. Fazer o retorno com 4 a 6 semanas e avaliar, além dos sintomas do hipotireoidimo, sintomas cardíacos. Se necessário aumentar a dose da levotiroxina, deve-se fazê-lo com aumento de 12,5 a 25µg (a cada 4 a 6 semanas, então).
Uso oral
1. Puran T4 12,5µg --------------------------------------------------------------- 30cp/mês
Tomar um comprimido ao acordar, em jejum, no mínimo 30 minutos antes do café da manhã. Uso contínuo.
Fazer o exame de sangue para dosar TSH e T4 livre depois de 4 semanas de tratamento e voltar à consulta (dentro de 4 a 6 semanas depois de iniciar o tratamento).
14)  Qual o intervalo necessário para acompanhar o Sr.Josefino? Faça um planejamento de retornos.
A dose inicial foi de 50 mcg/dia, sendo que no retorno já aumentei a dose para 75mcg/dia. O novo retorno, então, seria dentro de 4 a 6 semanas, trazendo os resultados de TSH e T4 livre. Caso fosse necessário, faria novo reajuste de dose. Passaria então para 100 mcg/dia. Avaliaria novamente dentro de 4 a 6 semanas, com novas dosagens de TSH e T4 livre. Procederia dessa forma até atingir a dose adequada. Depois disso, monitorizaria o paciente a cada ano (ou a cada 6 meses? Tenho dúvida em relação a isso) com avaliação clinica e dosagem do TSH e T4 livre.



2     caso clínico – Sr. Atheros Magnus
Leia com atenção o caso clínico abaixo. Este paciente também é analisado pelos alunos que estudam o tema Dislipidemia.
O Sr. Atheros Magnus, 46 anos, é seu paciente há mais de um ano. Neste período vocês já tentaram diversas alternativas não farmacológicas para que ele conseguisse melhorar o perfil lipídico, mas nada deu certo. Ele segue rigorosamente a dieta com baixo teor de gordura saturada e colesterol, e ingere frutas, verduras e legumes. Ele não fuma e consome álcool com moderação. Pratica atividade física regularmente e vem mantendo um peso saudável (IMC=22). Ele não tem hipertensão, diabetes ou difunção função renal e hepática. As dosagens do colesterol LDL em geral estão por volta de 190 mg/dL, do colesterol HDL por volta de 40 mg/dL, e dos triglicérides por volta de 180 mg/dL.
Ele iniciou com dor precordial e evoluiu para infarto agudo do miocárdio. Após este evento, foi-lhe solicitado TSH=25,6 e T4 livre=0,6. A palpação da tireóide revelou glândula discretamente aumentada, fibroelástica, sem nódulos.
15) Comente o diagnóstico de hipotireoidismo e a possibilidade de ele já ser portador do hipotireoidismo há longa data.
O paciente tem hipotireoidismo, pois apresenta níveis de TSH consideravelmente aumentados e o T4 livre está abaixo do valor de referência. Possivelmente ele já apresenta essa afecção há mais tempo, uma vez que a dislipidemia é uma possível alteração devido ao hipotireoidismo (podendo contribuir para acelerada aterosclerose, como pode ter sido o caso!!) e o Sr. Atheros tem história de dificuldade de melhorar o perfil lipídico mesmo com mudanças no hábito de vida.

16) Faça uma prescrição de (levotiroxina) incluindo o nome comercial, dose, orientações para uso e data do retorno. Como serão os aumentos de dose? Lembre-se da doença coronariana. Releia as implicações deste diagnóstico no tratamento do hipotireoidismo.
Uso oral
1. Levotiroxina (Puran T4) 12,5µg ----------------------------------------- 30cp/mês
Tomar um comprimido ao acordar, em jejum, no mínimo 30 minutos antes do café da manhã. Uso contínuo.
Fazer o exame de sangue para dosar TSH e T4 livre depois de 4 semanas de tratamento e voltar à consulta (dentro de 4 a 6 semanas depois de iniciar o tratamento).
No retorno, faria uma minuciosa avaliação clinica, e avaliaria os resultados de TSH e T4 livre. Se fosse necessário reajuste de dose, a mesma seria feita de forma mais cautelosa: elevaria 12,5 mcg/dia a cada 4 a 6 meses, após nova avaliação clinica e analise dos resultados de TSH e T4 livre.


Fim do Estudo Dirigido.


[1] Anelise Impelizieri Nogueira. Hormônios tireoidianos.
[2]Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Hipotireoidismo: Projeto Diretrizes, 2005.
[3] DevdharM, Ousman YH, Burman KD, Hypothyroidism. Endocrinol Metab Clin N Am 36 (2007) 595–615
[4] Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Tireóide, Doenças da: Utilização dos Testes Diagnósticos, 2004